sábado, 23 de junho de 2007

RASPINHA DE VIDA
















AQUI, ONDE TUDO PARECE ESTRANHO E VAZIO,

EXISTE UM TURBILHÃO DE SENTIMENTOS...

UMA TERRA ESQUECIDA, ABANDONADA PELO TEMPO!

AQUI, ONDE AS ÁRVORES NÃO CRESCEM MAIS...

MORA UMA PEQUENA...

UMA PEQUENA RASPINHA DE VIDA...

DEIXANDO DE SER VISTA PELOS SEUS SONHOS...

PORQUE JÁ NÃO SONHA MAIS!

DEIXANDO DE SER AMADA,

POR QUE JÁ NÃO SABE O QUE FAZ SENTIDO.....

ELA MORRE LENTAMENTE...

ESPERANDO UM SINAL,

COMO SE ESPERASSE POR ELE,A VIDA TODA!

ELA JAMAIS BRINCOU...

NUNCA DANÇOU...

ELA SEMPRE VIVEU QUASE QUE, APAGADA...

ELA NÃO CONHECE CORES...

NAO ENXERGA LETRAS...

ESSA PEQUENA RASPINHA ANDA A NOITE,

MAS NÃO SABE QUE EXISTE UMA LUA...

E NEM DE MANHÃ UM NOVO SOL A BRILHAR PRA ELA....

ESSA PEQUENA RASPINHA DE VIDA...

SIMPLESMENTE ESPERA...

E ESPERA...

ELA NÃO ACREDITA MAIS EM POSSIBILIDADES....

QUE PENA RASPINHA.....

POBRE RASPINHA DE VIDA!


Renata dos Anjos


PARADA CARDÍACA


Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.

Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

Paulo Leminski


Quem sou eu

RAZÃO DE SER Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê? Paulo Leminski