quinta-feira, 10 de julho de 2008



















Essa dor toca sino
Quebra-me e arrebenta
Não cumpro sentenças

Choro
Imploro
Duplico
Diluo
Resseco
...
Embriago
Em doses secas
De uma alma perdida!

Capitu
Matarei o primeiro
Aquele que olhar-me inteiro

Devaneio.

Fuja de mim
Desta loucura sem fim

Incendeio.

Capitu

domingo, 6 de julho de 2008

Quando O Amor Fica


















Assim que o frio apontar
Recheando nossa cama de gelo
Aparecerei
Com toda força
E verás pela cortina
Que voltei aqui...

Assim que o tempo fechar
Escurecendo o quarto
Aparecerei
E verás refletindo
Entre vasos de rosas
Que nunca o abandonei.

Assim que todos forem embora
Deixando seu pranto enlouquecer
Aparecerei
Com todo o lírio do campo
Ardendo como sol
Dizendo que...

O amor sempre fica.

Alma Bela

Fim
















Ei

Onde pretende ir?
Ter lembranças é bom...

Olha
Peguei uma rosa
La no jardim
Daquele primeiro beijo...

Aonde quer que vá
Toque flautas
Sinta a paz
E veja sempre...

Meu sinal
De
Amor.


(Lágrimas)

Alma Bela

Dane-se!























Estou cuspindo
Marimbondos...

Hoje estou assim
Pisando na flor murcha do seu carinho
Que se dane sua voz
Seu chorar e seu pensar
Rasuras falsas...

A hora não é pra
Amor...

Não me coloque num pedestal
Sou fraca e sei atirar
Onde ficam suas mãos agora?


Estou desinteressada
Se sente frio ou calor
Se está com fome ou dor...

Quero que quebre a cara
Pise em vermes
E morra sem chances...


Estou cuspindo marimbondos
E que se dane a lógica dos fatos...

Eu nao ligo!

Renata Dos Anjos

Imortal





















Quero
Acreditar como Richard
Distancias
Não existem.

Quero
Ter como Drummond
Aquela pedra
No caminho...

Quero
Ser inseto
E fazer viagem
Como
Um dia
Neruda o fez...

Quero
Ser operário
Trabalhar em versos
Invadir mentes humanas
Como
Maiakovski
Fez aqui.

Ah,
Quero também
Sr Leminski
La no fundo
Bem no fundo
Decretar
Que problemas
Sejam resolvidos...

Quero
Sair do convento
E
Gritar forte
Bem mais alto
Que Florbela ...

Ser
Cecília
E
Voltar na Primavera,
Inteira ...
Desabrochada

E
por fim
Ser
Poeta Pessoa
Amar o amor

E
Ser
Fingi (dor)...

Alma Bela


(Re)volta




















Realista
Remunerada
Recriada
Refreada
Reanimada
Revivida

Reticente
...

E mesmo assim
Sinto- me


RE-JEI-TA-DA

Realmente (Re)voltada

Renata Dos Anjos

sábado, 5 de julho de 2008

Cólera
























Era feito sangue aquela dor
Como se
Um filho da puta roubasse um
Coração doente...

Era feita de carniça minha vida
Inteiramente
Perdido entre poços libidinosos
Enfeitando
Doenças
Descrenças...

Preciso
Vomitar minha cólera maldita
Transgredir
Minha inescrupulosa alma...

Alcançar
Meu estômago com garras de morte
Travar luta com demônios adoecidos

Dançar insanamente
Pisar em vermes abertos
Encobrindo a falta de vergonha...

È feito mestruaçao corrente
Aquele momento amargo
Como se o sorriso
Dançasse na podridão...

Assim
Na escuridão de mentes apodrecidas
Cabeças decepadas
E miolos gritantes...
Faço este maldito viado provar
Versos embebidos num pano
Cheirando a estrume quente...

Renata Dos Anjos

Morte De Monstro

Eu Mosyto






















Arranquem cabeças
Prendem a prostituta
Esmaguem bandalheiros

Fogo nas bruxas
Socos e pontapés ...

Palavras impuras...

Decepem...

Desfaçam sonhos...

Receio de Luta.

Façam morrer
Hipócritas
Inocentes

Despeçam entre sangue...

Neste lugar

Jaz...

Querido monstro.

Renata Dos Anjos

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sorriso Entre Flores




















Escutou-se
Um abraço
Daqueles gritantes
Estremeceu
A rosa
Colheram-se risos...

Sensações e perdas
Pranto duradouro
Discreto
Espalhando ventos...

Alcançou o céu
Calçando nuvens


E
Mesmo sendo tardia
A face cobriu-se
Alegria.

Renata Dos Anjos

Liquidificador

















Longe

Perto
saudade

E
Tudo num misto

Continuo

Em

Linha reta...

Vagando...


Renata Dos Anjos

Velório De Sonhos

















Diga depressa
Corro
Ou fico
Esperando ?

Diga
Estarei melhor
Ao amanhecer...?

Silencio-

Por que todos se calam ?
Não olham olhos
Marejados
Cansados ?

Silencio-

Lágrimas
São pétalas rasgadas
Diante de almas
Presas
(In) sensíveis
Rejeitadas...

Gritos

E o velório prossegue...

Renata Dos Anjos

PARADA CARDÍACA


Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.

Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

Paulo Leminski


Quem sou eu

RAZÃO DE SER Escrevo. E pronto. Escrevo porque preciso, preciso porque estou tonto. Ninguém tem nada com isso. Escrevo porque amanhece, E as estrelas lá no céu Lembram letras no papel, Quando o poema me anoitece. A aranha tece teias. O peixe beija e morde o que vê. Eu escrevo apenas. Tem que ter por quê? Paulo Leminski